Conhecendo Seattle

Em Abril/2018 fiz minha primeira viagem aos Estados Unidos. Fui fazer um curso chamado Intelligent Cloud Architect Bootcamp, para funcionários da Microsoft e de empresas parceiras. O curso era em Bellevue, um distrito bem próximo de Seattle e da própria sede da Microsoft em Redmond. Eu sabia que não teria muito tempo para conhecer a cidade durante o curso, então procurei aproveitar ao máximo meu domingo livre por lá.

Nunca tinha feito uma viagem tão longa. É bem legal ver a transformação das paisagens pela janela do avião…

Cheguei em Seattle no domingo dia 15 às 8h. Peguei um táxi para o hotel, e já tive meu primeiro choque cultural por lá mesmo. Bati papo, como faria aqui no Brasil, e quando perguntei se ele tinha alguma recomendação sobre lugares para visitar na cidade, ouvi essa pérola: “What do I recommend to you? Well… me! You’re hot, I’m hot, so maybe we could cool each others down…” Não acreditei no que tinha acabado de ouvir, e fiquei imaginando como esse cara seria massacrado se soltasse uma dessas no Brasil. Sempre tive a visão de que os Estados Unidos eram mais evoluídos em vários aspectos… bom, pelo que passei durante essa viagem, entendi que no aspecto assédio eles estão bem atrasados. Em Washington pelo menos não me senti ameaçada em nenhum momento, mas vale a dica para as mulheres que viajam sozinhas se prepararem psicologicamente – em todo lugar, cafeteria, táxi, aeroporto, rua, shopping, curso, ouvia algum comentário inconveniente. Uma pena.

Chegamos no hotel. Deixei minhas malas na recepção, porque ainda era muito cedo para fazer o check in. Peguei um guia turístico da cidade e comecei a passear 🙂 Fui até o centro de Seattle, comprei um voucher do City Pass, que dá direito a ingressos para alguns dos principais pontos turísticos, como Space Needle e Museum of Pop Culture. Foi quando tive meu segundo choque cultural, dessa vez positivo: eu precisava imprimir o voucher para trocar pelos ingressos, e não conseguia achar algum lugar pra fazer a impressão. Parei na recepção de um hotel para pedir informações, e a recepcionista quis imprimir pra mim sem nenhum custo. Foi algo que me marcou, porque gentileza aqui existe, mas lá parece que é institucionalizada. Toda a ajuda que precisei eu tive, e ainda com um sorriso no rosto, de quem fica feliz por ajudar, e não faz só por obrigação.

Comecei pelo Argosy Cruises Harbor tour, um passeio de barco com uma hora de duração que mostrava a cidade vista a partir das baías de Seattle. Como todo passeio guiado, a informação complementou a vista, e foi bacana. Vi um leão marinho, e fiquei sabendo que ele era um perdedor – na época do acasalamento, os leões marinhos brigam entre si para decidir quem fica com as fêmeas, e os que perdem nadam até a costa fria de Washington para comer salmão até não aguentar mais, ficarem mais fortes e voltarem pra tentar de novo 🙂

Depois passei pelo Pike Place Market e me diverti com os lojistas ora jogando peixes para o alto, ora conversando com os peixes, e segui para o Aquário. É bonito, não mais do que o do Rio, mas deu pra ver alguns animais que eu nunca tinha visto antes, como Lontras e Pinguins.

Parei pra almoçar e comi a melhor massa da minha vida, no Vons 1000 Spirits. Aproveitei que estava perto e fui no Seattle Art Museum. Não costumo dar muita chance pra museus, mas valeu a pena – tinha essa exposição de pinturas de momentos históricos sendo reescritos com pessoas negras chamada Figuring History, além de várias outras interessantes.

Fui para o próximo museu, o MoPOP, extremamente divertido. Tinha exposição de Star Treck, jogos vintage, Nirvanna, Jimmy Hendrix, filmes de terror, filmes com temática medieval, e outras atrações. Passa longe de um museu convencional.

Depois fui ao Space Needle, símbolo da cidade e uma das principais atrações, bem penalizada por causa da reforma. Na sequência fui ao Chihuly Garden and Glass, uma espécie de museu de arte com vidros e flores, e saí de lá apaixonada. É incrível como essas duas coisas combinam tanto.

Finalmente, voltei para o hotel, com os pés doendo de tanto andar. Em resumo, achei que o City Pass valeu bastante a pena. Tive a sorte de pegar um dia apenas nublado, e não chuvoso – costuma chover bastante na região. Fiquei admirada com a beleza, limpeza e organização da cidade, além da gentileza e hospitalidade das pessoas em geral.

Publicado por

Grazi Bonizi

Coordeno a trilha de Arquitetura .Net no The Developers Conference, compartilho código no GitHub, escrevo no Medium e no Blog da Lambda3, e participo de Meetups e PodCasts normalmente sobre DevOps, Azure, .Net, Docker/Kubernetes e DDD

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